
Os Sinais de que a pessoa está pronta para aceitar ajuda:
Muitas vezes, o indivíduo não dirá claramente "quero me internar", mas ele demonstrará sinais de esgotamento e ambivalência. Fique atento aos seguintes indicadores:
O "Cansaço da Rotina": A pessoa expressa frases como "não aguento mais essa vida", "queria sumir" ou "não sei como sair dessa". Isso indica que o prazer do uso foi substituído pelo peso da dependência.
Quebra da Negação: Quando o indivíduo para de culpar os outros pelos seus problemas e começa a admitir que suas escolhas estão causando sofrimento a si mesmo e aos que ama.
Momentos de Lucidez Pós-Crise: Após um evento grave (perda de emprego, briga familiar ou susto com a saúde), abre-se uma pequena janela de arrependimento. É o momento de oferecer a solução, não o julgamento.
Tentativas Frustradas de Parar Sozinho: Quando a pessoa tenta reduzir o uso ou mudar o comportamento por conta própria e percebe que não consegue, ela se torna mais receptiva à ideia de uma ajuda externa e intensiva.
A Importância de Agir na "Hora Certa"
A motivação é como uma onda: ela sobe e desce. Se a família demora a agir quando o ente querido manifesta o desejo de mudar, a compulsão pode voltar a falar mais alto, e a pessoa "desiste" de se tratar.
Valide o Pedido de Ajuda: Nunca minimize o pedido de socorro. Mesmo que pareça uma promessa vazia, trate como uma prioridade absoluta.
Ofereça a Estrutura Imediata: Tenha em mãos o contato da instituição. O tempo entre o "eu aceito" e o "cheguei na clínica" deve ser o menor possível para evitar a desistência.
O Processo de Auto-mudança
A internação voluntária é o início de um processo de auto-mudança. Diferente de quando alguém é forçado, o paciente voluntário entra com uma postura de aprendizado.
Assunção de Responsabilidade: Ele entende que a recuperação depende da sua cooperação com a equipe.
Preservação de Vínculos: Como não houve o trauma da internação forçada, o diálogo com a família permanece aberto e construtivo.
Desenvolvimento de Ferramentas: O foco não é apenas "ficar trancado", mas sim aprender novas formas de lidar com as emoções sem recorrer a fugas destrutivas.
Lembre-se: A internação voluntária é um ato de coragem, não de fraqueza. É quando a pessoa decide que a sua vida vale mais do que a sua dor.
Como abordar o assunto com o familiar?
Escolha um momento de sobriedade e calma.
Use frases que foquem no seu sentimento: "Eu fico preocupado quando vejo você assim e sinto que você também não está feliz. Vamos buscar um lugar onde você possa descansar e se recuperar?"
Esteja preparado para levar a pessoa no mesmo dia, se necessário




