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Internação Involuntária: Um Ato de Proteção em Momentos de Risco

​Existem situações em que a capacidade de decisão de um indivíduo é severamente comprometida pela dependência química ou por transtornos mentais agudos. Quando a pessoa perde a percepção da realidade e coloca em risco a sua própria integridade física ou a vida de terceiros, a internação involuntária torna-se o caminho necessário e legal para o socorro.


​O que a família precisa saber sobre a legalidade

​Muitas famílias desconhecem que a internação involuntária é um procedimento regulamentado pela Lei Federal nº 10.216/2001. Ela não é uma medida arbitrária, mas sim um recurso de saúde pública voltado para quem já não consegue mais pedir ajuda por conta própria.

​Necessidade de Laudo Médico: Este procedimento só pode ser realizado mediante a avaliação de um médico devidamente registrado, que ateste a impossibilidade de o paciente decidir por si mesmo e o risco iminente envolvido.

​Comunicação ao Ministério Público: Para garantir a transparência e os direitos do paciente, toda internação involuntária deve ser comunicada ao Ministério Público em até 72 horas. Isso assegura que o tratamento seja ético e acompanhado pela justiça.

​Quando considerar a Internação Involuntária?

​O critério principal é o risco. A família deve considerar essa medida quando observar os seguintes sinais:
​Agressividade e Violência: Episódios de violência física contra familiares ou pessoas próximas.

​Ideações ou Tentativas de Auto-extermínio: Quando a pessoa manifesta o desejo ou tenta atentar contra a própria vida..

​Exposição ao Perigo: 


Comportamentos de risco extremo, como envolvimento com situações perigosas, exposição à criminalidade ou negligência total com a saúde e higiene básica.

​Perda do Juízo Crítico: Quando o indivíduo já não consegue distinguir o certo do errado ou entender as consequências graves de seus atos.


​O Reforço que a Família Precisa
​É comum que a família sinta uma carga imensa de culpa ao tomar essa decisão. No entanto, é preciso entender que:


​Não é uma punição, é um resgate: O objetivo é estabilizar o paciente para que, após a desintoxicação ou crise aguda, ele possa retomar o controle de sua consciência e continuar o tratamento de forma voluntária.
​Segurança de todos: A internação preserva a harmonia e a integridade do lar, permitindo que a família também receba o suporte necessário para lidar com o problema.

​Equipe Especializada: O resgate e a internação são feitos por equipes treinadas para lidar com a resistência de forma humana e técnica, minimizando traumas para o paciente e para os parentes.

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